As pessoas que casam têm o sonho de construir uma vida a dois. Isso significa que, pelo menos na teoria, os dois estão abertos a mudanças, para que a adaptação seja mais fácil.
Não é fácil perder o espaço, a privacidade, o tempo livre, a flexibilidade de horário. Não é fácil abrir mão para que as coisas se encaixem, principalmente se somente um dos parceiros tem que abrir mão o tempo todo pelo outro. E como abordar esse tema com o parceiro?
Para que o casamento dê certo, todos esses detalhes devem ser discutidos ANTES do casamento. Desde a quantidade de filhos que nascerão, seus nomes, suas religiões, talvez até o primeiro time de coração, divisão de tarefas e de responsabilidades financeiras, dentre outros assuntos que, embora bestas, no futuro vão ser causa de briga e discussão; porque é muito interessante ver como os namorados se separam e voltam o tempo todo, mas quando um casal resolve se separar, as feridas sempre são mais profundas.
Quando a rotina nos bate a porta, o que fazer? Nessas horas vemos que o que é meu, não é seu: as necessidades, as expectativas, os desejos... e numa situação extrema, nem os bens.
Cada um de nós deve lutar ardentemente pela manutenção do indivíduo: o casamento dos sonhos não é aquele em que os parceiros se anulam, no caso matemático 1+1=0. Porém, manter a individualização também não é ser individualista (egoísta ao extremo) do tipo 1 + 1 = 1 – 1 (que dá zero também).
Manter a individualidade é aprimorar em si mesmo as capacidades de renúncia, percepção espacial, empatia com os sentimentos do outro, respeito, limites, cumplicidade, companheirismo, amizade e fazer com que o outro também siga a mesma trajetória de aprimoramento pessoal de forma que os dois vivam no mesmo espaço, sendo cada um do jeito que deseja ser, porém, sem engolir os direitos do outro.
Facinho, não é?
O quem é meu pode não ser seu, mas com um pequeno esforço, ele pode ser nosso.


1 comentários:
adorei o texto Nanda!
é isso aeh!! facinho facinho!
bjs!
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